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sexta-feira, 30 de junho de 2017

O pós que não te contam.




Quando assistimos novelas,sempre retratam a maternidade como a coisa mais linda e perfeita do mundo. Mas o que ninguém nos conta e que acabamos descobrindo do jeito mais tenso,é que a maternidade real é bem assustadora e não é nada mamão com açúcar. Passam 9 meses nos falando sobre dormir,sobre isso e aquilo e esquecem de nos falar do pós que é a parte que mais aflige as mães. 
O pós é a parte mais complicada e se você não tiver apoio e gente que te entenda ao invés de ficar tagarelando sobre como você tem que agradecer por ter um filho saudável,as coisas vão se complicar e muito.
Depois que Analu nasceu eu tenho vivido a maternidade em tempo integral,tipo agora que estou tentando falar sobre nossos primeiros dias e ela ta aqui grudadinha no meu colo dormindo.
Quando ela nasceu,eu me vi sem mãe e irmã e quem me ajudasse. Mas sempre aparece alguém que você achou que não fosse ficar ali contigo e te surpreende. No meu caso eu tive minha sogra que me ajudou bastante e devo muito a ela. Ficou comigo o resguardo todo,me ajudando e me mantendo firme enquanto estava ali comigo. Mas poucos sabem o quanto de lágrimas derramei de noite,ali agarrada com Analu no momento que eu deveria só contemplar aquele rostinho miúdo e sedento por amor e aconchego.
Esqueci das noites em que ela chorava e eu não sabia como acalmar ela,das noites que acordei zonza para troca-la e das noites que fingia fazer xixi pra ter uns minutos só pra mim. É ruim ler tudo isso? É sim,assim como é ruim pra mim ter que escrever sobre um momento que poderia ser lindo,mas foi bem assustador.
Os primeiros dias foram de cansaço,choro e vontades intermináveis de chorar em posição fetal e desejar ser Analu e ter um colo para me acalmar.
Eu tive sintomas de depressão pós-parto,algo que pensei que era mentira e que muitas vezes julguei. Sentia e imaginava coisas horríveis e ouvir "agradeça" "não queria ser mãe?" e "vai passar", só piorava ainda mais tudo. Uma noite eu lembro que estava amamentando aos prantos e soluços e uma amiga me chamou e não sei se ela percebeu,mas me falou sobre a experiência dela e de como tinham sidos dias difíceis e ela me aconselhou e me acalentou mesmo de longe. Aquela conversa me deu um gás e uma imensa vontade de pesquisar sobre puerpério e sobre extero-gestação. 
O que me ajudou bastante a entender o motivo pelo qual Analu chorava tanto e me queria o tempo todo. Fui me realinhando,me adaptando e me redescobrindo como mãe.
Foi aos poucos,mas eu já conseguia entender e até aceitar o que vinha. Sejam eles os picos ou saltos de desenvolvimento. Fui aprendendo a cuidar,enxergar e ouvir minha filha. 
Ainda continuo em constante aprendizado e agradeço demais essa minha vontade e curiosidade de ler sobre esse mundo dos babys,do pós e de tudo que ainda vem. Ler sobre a extero-gestação me ajudou muito nos primeiros meses. 
Saber que a gestação pode durar mais que 9 meses,que os 3 meses seguintes é como se você ainda tivesse gerando seu filho,mas do lado de fora é bem surreal.  Entender que teu filho só quer se adaptar ao mundo,que ele precisa do teu colo a todo momento é bom. Bom pra ele e para você que vai saber quando ele precisa de algo e que o choro dele NÃO É FOME DE LEITE ARTIFICIAL (queria ter lido isso na minha primeira gravidez). Que os primeiros 3 meses é uma transição lenta do bebê para a vida fora da barriga. 

Entender seu filho e descobri o que ele precisa é de grande ajuda e foi lendo e me informando que descobri que o Sling é meu melhor amigo,que uma luz baixa ou sons ajudam a dormir e leite em livre demanda não é demais.
O segredo é paciência e amor,a recompensa vem depois com lindos sorrisos.
Esse é um post sobre o começo e ainda tem muito assunto que vou dividir com vocês. Fiquem comigo e dividam e me chamem para conversar quando precisarem.
Espero que gostem do post e até.

Beijos&Cheiros
<3

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